Fazendo Gato & Sapato

07 abril 2008

ausência


Ausência

A saudade chega passivamente,furtivamente e disfarçada deausência ,sai assobiando

03 abril 2008

Aplausos esparsos(da série...aplausos)

O aplauso

Pavarrotti recebeu aplausos no telão da marinha
Aplaudida a faixa do time sobrevoou orla marítima. Ela naquele dia
dava adeus a vida.

Aplausos esparsos
O diabo veste Prada
E na periferia a aluna aplaude o filme

colagens

Liberdade

Às vezes é só levantar da cama
Andar pela cozinha
E sonhar que amanhã venha
Sem dor.

Colecionador

Ela deitada em uma imensa colcha de
Vinganças
Crimes perfeitos,corações partidos
Laços desfeitos
A imensa boca de sorrisos ensaiados
Corpos despedaçados e ela...
Aqui coleciono mortes nas palavras
Que escrevo.

Na pele enrugada
Desfalecida
Habita a urgência
Como um grito no meio da noite
És o avesso.

Em silêncio aguarda tua morte
Dedos percorrem o ser estático
És rei,servo quiçá redentor.

Outros...

...Começo pelo começo...juntando.Se começarmos pelo começo não estamos sozinhos,mas somos os fragmentos de muitos outros...

Penso...nisso na verdade escorregadia do dia dia..das palavras que faltaram ao encontro,ou seja,somos limitados pela linguagem...E os poemas as vezes fogem ao encontro.Um poema é sempre ou quase-sempre um desencontro que por faltar ao contato lhe tomamos por outro.Outro poema que assim vai sendo traçado...
Penso em nós como um encontro-desencontrado...pois vivemos "pesadas" de outros encontros,outros relacionamentos,,,outros viveres e fazeres.Penso em nós na sombra de outros...penso em desfazermos amarras para seguirmos livres em horizontes que nos acenam como promissores.
Promissoras buscas que entrelaçam e lançam nossos olhares afetivos em espaços que se abrem, vencidos os encontros antigos,vencidos os viveres passados.Estamos tecendo uma teia de encontros,confissões e cumplicidade...vencendo uma distância que somente nos oportuniza um encontro de voz-virtual,melhor seria de voz e violão.Mas temos nossos icones talvez um CHICO venha nos restituir a glória e minha alma cante ao ver o Rio de Janeiro!!!
Sabemos pouco do nosso porvir do nosso reencontro...sabemos pouco do que nos espera,mas esse momento em nossas mãos...um momento passado,porém constante na lembrança,constante na memória...ele vai estar conosco...talvez em nossa futura já presente caminhada..CAMINHaMOS talvez nos vejamos depois..o encontro permeado de musicalidade ,lucidez e felicidade.Um desejo,um afago entre nós que perpetua-se na correria selvagem do tempo

23 fevereiro 2008

Maria Rosa

Maria Rosa era uma menina usava batom,sonbras sobre os olhos.Disfarçava a idade e movendo-se pelas ruas fazia sinais na esquina.Sonhava em ser pintora,seu quarto era obra-prima onde deitavam sonhos que não eram de menina.
Nas noites inquieta caçava as estrelas calculando distâncias,pontos e faltas de perspectivas.Tinha seu disfarce,o salto alto e as pernas finas.Sonhava expor seus quadros latrinas que a tela coloria-se sobre lençóis sujos na cama da menina.
Um dia passando em uma esquina o alvoroço ouviu essa personagem que teima em chamar-se de menina.Um homem animal feroz que borrou-lhe o sonho gritava.O terror estalado no peito acionou a fuga.Quando o carro bateu-lhe o corpo imóvel apagava-se o sonho.Restando a sombra ensanguentada na esquina do sonho de menina que ia dia Maria Rosa pintou.

Pequenas tiras de bom humor!!!


A emissora X toca uma canção Y
e a equação ficou quase completa
falta o Z deu zebra diz o locutor.
A esperança dos treze se desfez.

Uma balada,um samba um agito suspenso nas
ondas da rádio-A emissora X saiu do ar.

Motivo:Incompetência!

Ontem no calor da calçada....

Ontem no calor da calçada um ovo foi fritado
e comido pela multidão de transeuntes
A farra foi geral!
Parecia o ovo de Colombo!
Emfim,a calçada foi descoberta!

09 fevereiro 2008

desejos!

Eu quero a sorte de um amor tranquilo...algum antidoto anti-monotonia(CAZUZA).
para vc minha deusa Atena...
Bons momentos...a vida é tecida de pequenos bons momentos
por serem simples chegam em simples diálogos
por serem simples trazem as profundidades oceânica em seu dorso
por serem simples trazem a complexidade contraditória do que é humano
do que se faz o humano
por serem humanos precisam da relação humana para existir e para existir
precisam do diálogo para impusionar o desejo...
DESEJO
Somos seres de desejo...desejantes
mas o desejo não é algo dado
não é algo estático
não é como a maçã que comemos e logo saciado o desejo o sabor permanece
em nossas bocas...não
o desejo é alimento mas também precisa ser alimentado...um desejo sozinho é
sonho
um desejo de ambos faz-se realidade
mas o desejo não vive da realidade
a ambição do desejo é o sonho
o sonho é o combustível do desejo e do desejante
ambos são um e por vezes únicos
mas o desejo não é único
o desejo é múltiplo,multiplicador de sonhos nos desejantes
os desenjantes desconhecem como chegam os desejos
eles chegam permanencem e partem ao mesmo tempo
o tempo é o senhor do desejo
desejo e tempo são androginos precisam-se de si mesmos para a complexidade
da obra de ser um ser desejo-desejante

24 de Janeiro de 2007 13:46