Fazendo Gato & Sapato

23 fevereiro 2008

Maria Rosa

Maria Rosa era uma menina usava batom,sonbras sobre os olhos.Disfarçava a idade e movendo-se pelas ruas fazia sinais na esquina.Sonhava em ser pintora,seu quarto era obra-prima onde deitavam sonhos que não eram de menina.
Nas noites inquieta caçava as estrelas calculando distâncias,pontos e faltas de perspectivas.Tinha seu disfarce,o salto alto e as pernas finas.Sonhava expor seus quadros latrinas que a tela coloria-se sobre lençóis sujos na cama da menina.
Um dia passando em uma esquina o alvoroço ouviu essa personagem que teima em chamar-se de menina.Um homem animal feroz que borrou-lhe o sonho gritava.O terror estalado no peito acionou a fuga.Quando o carro bateu-lhe o corpo imóvel apagava-se o sonho.Restando a sombra ensanguentada na esquina do sonho de menina que ia dia Maria Rosa pintou.

Pequenas tiras de bom humor!!!


A emissora X toca uma canção Y
e a equação ficou quase completa
falta o Z deu zebra diz o locutor.
A esperança dos treze se desfez.

Uma balada,um samba um agito suspenso nas
ondas da rádio-A emissora X saiu do ar.

Motivo:Incompetência!

Ontem no calor da calçada....

Ontem no calor da calçada um ovo foi fritado
e comido pela multidão de transeuntes
A farra foi geral!
Parecia o ovo de Colombo!
Emfim,a calçada foi descoberta!

09 fevereiro 2008

desejos!

Eu quero a sorte de um amor tranquilo...algum antidoto anti-monotonia(CAZUZA).
para vc minha deusa Atena...
Bons momentos...a vida é tecida de pequenos bons momentos
por serem simples chegam em simples diálogos
por serem simples trazem as profundidades oceânica em seu dorso
por serem simples trazem a complexidade contraditória do que é humano
do que se faz o humano
por serem humanos precisam da relação humana para existir e para existir
precisam do diálogo para impusionar o desejo...
DESEJO
Somos seres de desejo...desejantes
mas o desejo não é algo dado
não é algo estático
não é como a maçã que comemos e logo saciado o desejo o sabor permanece
em nossas bocas...não
o desejo é alimento mas também precisa ser alimentado...um desejo sozinho é
sonho
um desejo de ambos faz-se realidade
mas o desejo não vive da realidade
a ambição do desejo é o sonho
o sonho é o combustível do desejo e do desejante
ambos são um e por vezes únicos
mas o desejo não é único
o desejo é múltiplo,multiplicador de sonhos nos desejantes
os desenjantes desconhecem como chegam os desejos
eles chegam permanencem e partem ao mesmo tempo
o tempo é o senhor do desejo
desejo e tempo são androginos precisam-se de si mesmos para a complexidade
da obra de ser um ser desejo-desejante

24 de Janeiro de 2007 13:46

24 janeiro 2008

alguém para dividir seus sonhos.

A vida se reinventa pelo toque aspirada e inspirada pelo crédito de outrem.A memória só adquire função ao contrastar-se com diferentes realidades.Uma palavra um gesto muda seu percurso.Assistindo ao filme alguém para dividir seus sonhos ficou em mim uma imagem,uma cena em que o personagem em meio uma avenida tumultuada vislumbra como em um sonho acordado uma possibilidade de vida em meio a miséria cotidiana.O lugar paradisiaco,um lugar para a tecitura de sonhos.Como um útero feminino que guarda a semente em dura gestação,faz-se necessário guardar os miséros centavos recebidos ao limparem os pará-brisas de quem passa.Quem passa confortavelmente sentado em máquinas posantes.O braço estica e a boca fala,elogiando em meio ao turbilhão do trânsito,o rosto de protegido de mulheres maduras.Vê-se beleza por meio de um sujo vidro.Ocorre o espanto.Nas grande metropoles é incomum o elogio.A função daqueles individuos,não somente limpar para-brisas.Limpa-se a alma,limpa-se a cidade e areja-se os corações.Encoraja-se o bem viver.A amizade é uma espiral.Ela pega os destraidos e cansados da vida.Dando de brinde a solidariedade.É preciso registrar a vida ,a sensibilidade percebida pelo personagem.Uma mulher que vai trazer ao mundo um novo ser,o melhor amigo,o milagre da mão libertada do frio e da doença.Quando chega a hora de partir a memória registrada a duro custo o acompanha.O acompanha pois esse lhe pertence.Aquele mundo sensivel e solidário.Fica o amigo,o párceiro e pai escolhido pelas contigências temporais.Fica a certeza incorporea mas presente da amizade que sonhada permanece.

Simone Majerkovski Custodio...

22 janeiro 2008

19 janeiro 2008

Liberdade Às vezes é só levantar da cama Andar pela cozinha E sonhar que amanhã venha Sem dor. Colecionador Ela deitada em uma imensa colcha de Vinganças Crimes perfeitos,corações partidos Laços desfeitos A imensa boca de sorrisos ensaiados Corpos despedaçados e ela... Aqui coleciono mortes nas palavras Que escrevo. Na pele enrugada Desfalecida Habita a urgência Como um grito no meio da noite És o avesso. Em silêncio aguarda tua morte Dedos percorrem o ser estático És rei,servo quiçá redentor. simone majerkovski custodio

07 janeiro 2008

uma conquista diária

Uma conquista diária


Ela desejava seu mundo ela era seu mundo em metros quadrados em pisos frios e paredes amarelas.Ela era o espectro fantasmagórico e o que ficou de raso na tabua dos tempos.
Tinha nas suas manhãs vespertinas o alento de um emprego odioso que lhe mantinha o estomago.Tinha nas outras estórias que escorriam em lugares inesperados a esperança dos que se consolam no sofrimento de outros.
Tinha na separação de anos atrás e através dos tempos o consolo moribundo de uma vida vazia sem luz....Um dia lhe disseram que bastava para ser mulher trazer olhos novos ao mundo
Mas um dia esses olhares que a motivaram crescem e criam asas que não mais contem o espaço de um peito vazio.Só restou ela...só restou sua dor...só restou a esperança vazia dos que se constroem não para si mesmos mas para os outros.